Uma alimentação balanceada pode melhorar a saúde tanto física, como mental e reduzir os riscos de doenças. Sabemos que o ato de comer é sempre bom e é agradável apreciar a apresentação dos alimentos no prato, sentir seu cheiro, sua textura e seu sabor, mas a alimentação passa a ser saudável quando podemos ingerir tudo o que precisamos em quantidades adequadas. Aderir a reeducação alimentar não é fácil e requer muita disciplina, segundo a Nutricionista Marina Bertato:
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| Foto: Kleide Teixeira |
A reeducação alimentar é um trabalho educativo executado pelo nutricionista e que requer paciência, persistência e interesse em mudar por parte do indivíduo ou paciente que vai se submeter a este processo. Muitos pacientes procuram orientação nutricional visando a perda de peso, mas são poucos os que concluem o tratamento e passam por uma educação alimentar. É comum as pessoas buscarem ajuda de um profissional à espera de resultados rápidos e que exigem pouquíssimas mudanças de hábitos alimentares. Para isso, não existe milagre. O que devemos enfatizar em nossa orientação é a importância do paciente modificar práticas alimentares inadequadas não só naquele momento, enquanto está fazendo dieta e consultando o nutricionista.
Os benefícios de uma boa reeducação alimentar são diversos. O primeiro deles é, provavelmente, o de maior interesse pelo paciente: a garantia de manutenção do resultado atingido em longo prazo. Por exemplo, no caso da perda de peso (emagrecimento), se o acompanhamento visar também a reeducação do paciente nas suas escolhas alimentares, certamente as metas atingidas serão mantidas. Por outro lado, o seguimento de dietas desequilibradas sem uma orientação nutricional pode trazer comprometimentos à saúde e ao metabolismo, que muitas vezes não aparecem no início, mas algum tempo após ter iniciado a dieta. Portanto, o principal objetivo da reeducação alimentar é ensinar o paciente a “aprender a comer”. Com isso, o paciente previne doenças ou trata as já existentes, evita deficiências nutricionais e, como consequência, melhora a saúde geral, o bem-estar e a qualidade de vida. Para que o objetivo do acompanhamento nutricional seja não apenas alcançado, mas mantido em longo prazo, é importante lembrar que a reeducação alimentar não implica em excluir totalmente da dieta os alimentos ou preparações calóricas que mais gostamos.
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| Foto: Érika Marinho |
Como estamos na semana pascoal, achamos importante obter recomendações na hora de comprar os ovos de páscoa, pois nem sempre o melhor chocolate ou marca para saborearmos, vai ser o melhor para nossa saúde. Por isso seguem algumas dicas da entrevistada:
No momento de escolher o ovo de páscoa, vale lembrar que as variedades são muitas, por isso deve-se escolher qual ovo de páscoa é mais indicado para cada pessoa. Existem ovos de páscoa produzidos com chocolate de soja para indivíduos com intolerância à lactose e ao glúten, ovos com chocolate diet (sem açúcar), chocolate crocante fabricado com oleaginosas (nozes, castanhas, avelãs), muitas vezes mais calóricos, chocolate ao leite, meio-amargo, amargo, chocolate branco, etc.
Os chocolates meio-amargo e amargo são opções interessantes para indivíduos que apresentam dislipidemia, excesso de peso, hipertensão arterial, já que contêm menor quantidade de gordura presente na manteiga de cacau e no leite, além de conter menos açúcar. Por isso, ele possui maior teor de cacau e mais flavonóides – substâncias cardioprotetoras.
O chocolate diet muitas vezes não é a melhor opção para indivíduos com excesso de peso, obesidade e mesmo indivíduos diabéticos, já que contém mais gordura e, por isso, são mais calóricos. O chocolate branco não é uma boa opção para quem busca aliar o prazer de comer à saúde, já que não contém a massa do cacau e, por isso, os benefícios cardiovasculares dessa fruta não estão presentes no chocolate branco.
É importante pensar bem antes de escolher o seu ovo de páscoa e da pessoa que você vai presentear, lembrando que comer pouco e de maneira prazerosa é a melhor opção para trazer bem-estar e benefícios à saúde. Para planejar uma alimentação equilibrada, é necessário compor o cardápio do dia com todos os nutrientes de que o organismo necessita. Tanto o excesso quanto a falta de algum nutriente pode ocasionar problemas a saúde. Uma alimentação balanceada deve fornecer as substâncias nutritivas essenciais à saúde. Ela deve incluir minerais, carboidratos, água e vitaminas.
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| Foto: Wellington Lucena |
“Com base no guia universal da Nutrição saudável e equilibrada – a Pirâmide Alimentar, as chamadas guloseimas, que pode ser um doce, um salgado, uma refeição ou uma bebida alcoólica, podem ser incluídas na dieta, desde que na quantidade e freqüência adequada. Como saber? O que, quanto e quando comer essas tentações é uma orientação que cabe ao profissional nutricionista aconselhar o paciente. Por isso, é importante o nutricionista avaliar detalhadamente o hábito alimentar e as necessidades nutricionais e energéticas do paciente. Além disso, se ele apresenta doenças, alterações nos exames laboratoriais e se pratica atividade física, também são informações relevantes na conduta nutricional. Já que a prioridade é se alimentar de forma saudável, sem perder o prazer de comer.” (BERTATO,2012)
Assim sendo, devemos estar ciente de que devemos nos alimentar na hora certa, comer só o necessário, não ter pressa, evitar frituras e alimentos gordurosos, pois são importante para que possamos prevenir possíveis doenças, como o colesterol em excesso no sangue que pode depositar-se nas paredes das artérias do coração e do cérebro e provocar infarto e derrame.
Mais informações: Marina Bertato
Fontes: Revista Alimente-se bem - Sesi
Por: Bárbara Guimarães, Bruna Castro, Janaina Alves, Paulo Alexandre, Sâmya Maia, Thiago Cavalcanti, Wallison Bezerra.



















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