domingo, 15 de abril de 2012

Reeducação Alimentar: aprendendo a comer bem

Uma alimentação balanceada pode melhorar a saúde tanto física, como mental e reduzir os riscos de doenças. Sabemos que o ato de comer é sempre bom e é agradável apreciar a apresentação dos alimentos no prato, sentir seu cheiro, sua textura e seu sabor, mas a alimentação passa a ser saudável quando podemos ingerir tudo o que precisamos em quantidades adequadas. Aderir a reeducação alimentar não é fácil e requer muita disciplina, segundo a Nutricionista Marina Bertato: 
Foto: Kleide Teixeira
 A reeducação alimentar é um trabalho educativo executado pelo nutricionista e que requer paciência, persistência e interesse em mudar por parte do indivíduo ou paciente que vai se submeter a este processo. Muitos pacientes procuram orientação nutricional visando a perda de peso, mas são poucos os que concluem o tratamento e passam por uma educação alimentar. É comum as pessoas buscarem ajuda de um profissional à espera de resultados rápidos e que exigem pouquíssimas mudanças de hábitos alimentares. Para isso, não existe milagre. O que devemos enfatizar em nossa orientação é a importância do paciente modificar práticas alimentares inadequadas não só naquele momento, enquanto está fazendo dieta e consultando o nutricionista.  
Os benefícios de uma boa reeducação alimentar são diversos. O primeiro deles é, provavelmente, o de maior interesse pelo paciente: a garantia de manutenção do resultado atingido em longo prazo. Por exemplo, no caso da perda de peso (emagrecimento), se o acompanhamento visar também a reeducação do paciente nas suas escolhas alimentares, certamente as metas atingidas serão mantidas. Por outro lado, o seguimento de dietas desequilibradas sem uma orientação nutricional pode trazer comprometimentos à saúde e ao metabolismo, que muitas vezes não aparecem no início, mas algum tempo após ter iniciado a dieta.   Portanto, o principal objetivo da reeducação alimentar é ensinar o paciente a “aprender a comer”. Com isso, o paciente previne doenças ou trata as já existentes, evita deficiências nutricionais e, como consequência, melhora a saúde geral, o bem-estar e a qualidade de vida. Para que o objetivo do acompanhamento nutricional seja não apenas alcançado, mas mantido em longo prazo, é importante lembrar que a reeducação alimentar não implica em excluir totalmente da dieta os alimentos ou preparações calóricas que mais gostamos.
Foto: Érika Marinho
            Como estamos na semana pascoal, achamos importante obter recomendações na hora de comprar os ovos de páscoa, pois nem sempre o melhor chocolate ou marca para saborearmos, vai ser o melhor para nossa saúde. Por isso seguem algumas dicas da entrevistada:

           No momento de escolher o ovo de páscoa, vale lembrar que as variedades são muitas, por isso deve-se escolher qual ovo de páscoa é mais indicado para cada pessoa. Existem ovos de páscoa produzidos com chocolate de soja para indivíduos com intolerância à lactose e ao glúten, ovos com chocolate diet (sem açúcar), chocolate crocante fabricado com oleaginosas (nozes, castanhas, avelãs), muitas vezes mais calóricos, chocolate ao leite, meio-amargo, amargo, chocolate branco, etc.
  Os chocolates meio-amargo e amargo são opções interessantes para indivíduos que apresentam dislipidemia, excesso de peso, hipertensão arterial, já que contêm menor quantidade de gordura presente na manteiga de cacau e no leite, além de conter menos açúcar. Por isso, ele possui maior teor de cacau e mais flavonóides – substâncias cardioprotetoras.
O chocolate diet muitas vezes não é a melhor opção para indivíduos com excesso de peso, obesidade e mesmo indivíduos diabéticos, já que contém mais gordura e, por isso, são mais calóricos. O chocolate branco não é uma boa opção para quem busca aliar o prazer de comer à saúde, já que não contém a massa do cacau e, por isso, os benefícios cardiovasculares dessa fruta não estão presentes no chocolate branco.
É importante pensar bem antes de escolher o seu ovo de páscoa e da pessoa que você vai presentear, lembrando que comer pouco e de maneira prazerosa é a melhor opção para trazer bem-estar e benefícios à saúde. Para planejar uma alimentação equilibrada, é necessário compor o cardápio do dia com todos os nutrientes de que o organismo necessita. Tanto o excesso quanto a falta de algum nutriente pode ocasionar problemas a saúde. Uma alimentação balanceada deve fornecer as substâncias nutritivas essenciais à saúde. Ela deve incluir minerais, carboidratos, água e vitaminas.
Foto: Wellington Lucena

“Com base no guia universal da Nutrição saudável e equilibrada – a Pirâmide Alimentar, as chamadas guloseimas, que pode ser um doce, um salgado, uma refeição ou uma bebida alcoólica, podem ser incluídas na dieta, desde que na quantidade e freqüência adequada. Como saber? O que, quanto e quando comer essas tentações é uma orientação que cabe ao profissional nutricionista aconselhar o paciente. Por isso, é importante o nutricionista avaliar detalhadamente o hábito alimentar e as necessidades nutricionais e energéticas do paciente. Além disso, se ele apresenta doenças, alterações nos exames laboratoriais e se pratica atividade física, também são informações relevantes na conduta nutricional. Já que a prioridade é se alimentar de forma saudável, sem perder o prazer de comer.” (BERTATO,2012)  

Assim sendo, devemos estar ciente de que devemos nos alimentar na hora certa, comer só o necessário, não ter pressa, evitar frituras e alimentos gordurosos, pois são importante para que possamos prevenir possíveis doenças, como o colesterol em excesso no sangue que pode depositar-se nas paredes das artérias do coração e do cérebro e provocar infarto e derrame.

Mais informações: Marina Bertato
 Fontes: Revista Alimente-se bem - Sesi

Por: Bárbara Guimarães, Bruna Castro, Janaina Alves, Paulo Alexandre, Sâmya Maia, Thiago Cavalcanti, Wallison Bezerra.


O COURO INVADE A COLEÇÃO OUTONO /INVERNO 2012

Desde as 02h40min da ultima terça-feira dia 20 de março estamos no outono. Com ele vêm as novas coleções e tendências de moda. Nessa estação vamos encontrar peças básicas como o jeans, que está presente em todas as coleções, todavia, neste outono/inverno eles virão em cores mais escuras, principalmente com a cor do momento: o vermelho Borgonha.Uma outra tendência que vem desde a coleção passada e que ainda continua em alta é a pele de oncinha e de cobra (phyton).

Mais claro que não podemos deixar de lado a peça-chave desta estação: o couro. Ele vem em principalmente nas cores terrosas, mas pode ser encontrado também nos tons marfim e caramelo. O couro já apareceu timidamente em algumas coleções de verão 2012 e agora veio com força para a estação mais fria do ano. A proposta dessa vez fica por conta dos vestidos de couro a acinturados e em camisas estruturadas. Para o próximo inverno vale a pena apostar na saia lápis de couro e nas saias mais longas feitas do mesmo material. Além de detalhes no look em couro e casacos 7/8 feitos com o mesmo material. O couro reina agora criando looks sofisticados e misturados com outros materiais em peças como spikes longos bordados na seda ou na combinação de texturas com brilho e opacas.

Desde o verão passado a tendência do couro fora do inverno vem ganhando espaço. As coleções da Celine, Chloé e Alexander Wang apresentaram peças com modelagens confortáveis e frescas usando o material característico das jaquetas de frio. Se engana quem pensa que o objetivo do couro na confecção de peças invernais é aquecer. O material apenas mantém a temperatura do corpo, portanto, pode e deve ser usado mesmo nos dias mais quentes.

Dica (anota ai ):Para não correr o risco de passar calor, a dica é abusar de peças mais curtas e abertas. Com cuidado para não cair na vulgaridade, claro. 

As cores também são responsáveis por deixar as peças confeccionadas neste tecido a cara da estação. As cartelas das últimas coleções mostram uma tendência que permite desde cores suaves até tons mais destacados e vibrantes.

Para saber mais sobre o couro, estrevistamos a estilista mineira Patrícia Motta, cuja especialidade é o couro.

 

Patrícia Motta
Patrícia Motta começou sua carreira em um ateliê pequeno em sua própria casa, com uma visão empreendedora. Atualmente a estilista tem duas lojas em Belo Horizonte e sua marca está presente nas melhores multimarcas nacionais. Neste bate-papo ela conta os detalhes da sua paixão pelo couro e como reinventá-lo.  A qualidade e o acabamento impecável se aliam a técnicas de alto padrão internacional para o desenvolvimento da matéria-DNA da sua marca: o couro. Que na qual ela faz questão de trabalhar apenas com o de classificação A, em especial o couro de carneiro, que garante resistência, maciez e qualidade de design nas peças, matéria-prima que fez Patrícia Motta ser conhecida nacionalmente.

A presença constante de Patrícia durante todas as etapas de produção, junto à sua afinada equipe, garante modelagem primorosa e caráter artesanal ao trabalho, que sempre tem aplicações de metais, florais, cortes, vazados e costuras manuais. Ela também já é conhecida por várias revistas de moda e já vestiu diversas personalidades mineiras e também atores globais, além de personalidades da música através principalmente de sua parceria com o ministério de louvor diante do trono. Veja a entrevista completa com Patrícia, que nos contou como é feito o seu trabalho de produção e outros assuntos.

•    Como começou a paixão pelo couro?
PATRÍCIA MOTTA - Ainda adolescente comecei a trabalhar numa loja de acessórios, e após dois anos fui contratada para gerenciar e lembro que com o meu primeiro salário "que nem era muito(risos) comprei minha primeira jaqueta de couro e lembro que eu fiquei eufórica, pois para mim era um luxo (diverte-se)".

•    Qual foi o desafio de fazer a marca “Patrícia Motta”?
PATRÍCIA MOTTA- Muitos foram os desafios, porque lembro que quando eu comecei a confeccionar as roupas não utilizava o couro, por ser uma matéria prima cara, pois ele depende de mão de obra especializada, dos tecidos que são muitos caros, ou seja, tudo era muito difícil, e eu também não tinha o capital necessário para isso. Mais assim que pude escolher começamos a trabalhar com essa matéria prima, que é tão gostosa de manusear e de vestir. E a cada dia tenho conseguido resultados que têm me deixado muito feliz.

•    Quais os desafios, e como busca do couro que você utiliza? Como que é o couro da Patrícia Motta?
PATRÍCIA MOTTA - São vários desafios todos os dias (risos), por que o couro na verdade são peles de animais e geralmente trabalho com as peles de carneiro. A escolha é pela qualidade, pois faço questão de trabalhar com peles classificação A.
• O que significa essa classificação de pele A?
PATRÍCIA MOTTA - Couro legítimo de boa qualidade, a pele mais macia, tem um toque mais especial, tem menos machucado, é uma seleção que tem que ser bem feita mesmo. E o couro de classificação A dá uma leveza à peça, como por exemplo, no último desfile lembro-me de que quando os look foram à passarela muita gente ficava se pergunta se era couro mesmo, como poderia ficar com essa leveza. Isso só é possível com o couro com essa classificação, capaz de deixar a roupa mais leve, mais glam diria até.

• No trabalho que você vem desenvolvendo está em evidência a aplicação do couro junto ao tule, me fala um pouco como você o executa?
PATRÍCIA MOTTA – A história com o tule surgiu para o aperfeiçoamento do material já trabalhado usando de modo para o acabamento interno (forro), após perceber a leveza, que permitia com seu uso. Trouxemos tanto para calças como para os vestidos.

• O que se torna interessante é o formato do acabamento interno que é todo em faixas. Que motivo leva você a fazer isso ?
PATRÍCIA MOTTA - Elas são cortadas assim, eu até brinco que são obras de arte, pois muitas são vazadas, cortadas retas. Por causa desse corte as roupas ficam mais soltas, isso é o grande truque para as peças ficarem mais leves. Vale também ressaltar que tudo é costurado ponto a ponto com a própria linha de couro, isso é que realmente dá o movimento e o toque final da peça.

• Agora me diz dá para usa couro no verão do Brasil?
PATRÍCIA MOTTA – Sim, dar pra usa couro, justamente por isso estamos investindo tanto na questão dos vestidos, porque o couro é uma matéria prima térmica. Então, a exemplo dos vestidos vazados, dos coletinhos por cimas de camisetas. Por exemplo, no verão passado nos tivemos resultados bastante positivos com os coletes, vestidos, camisetas no geral com as peças a um todo, que foram desenvolvidos num chamar mais leve, e desmistificou isso que o couro e uma peça que só pode ser usada no inverno.

• Vamos falar das tendências que surgem para o verão e logo em seguida para o inverno?
PATRÍCIA MOTTA - No verão estamos apostando no tom pastel, porém não saímos dos tons vivos a exemplo do coral, rose, avelã, novamente entrando nas cores bem neutras e de tons mais leves. E no inverno claro que não pode faltar os tons fechados, uma grande aposta agora para o inverno é o marinho, ou seja, deixar o preto mais de lado e valoriza as cores mais nobres. Isso, claro, não quer dizer que não iremos usar o preto, mais vamos nos concentrar mais em cores mais novas, como chocolate, marrom ouro, entre outras. É claro o que vem com tudo no inverno são os tons de cobras (python), que nesse inverno irão substitui as estampas de oncinhas.


• Agora vamos falar de Patrícia Motta e Diante do Trono, essa parceria já existe há muito tempo? Como é feita cada produção, cada peça, como é pensada para compor cada coleção.

PATRÍCIA MOTTA - Há uai (risos). Bom, realmente essa parceria Patrícia Motta e Diante do trono existe desde 2007, quando eu vesti a Ana Paula (líder do ministério Diante do Trono) para a gravação do príncipe da paz. A parti dali para frente começamos uma parceria. 








Outra é que eu faço parte da igreja também. Na coleção de 2009 lembro que a Ana estava desesperada junto com ministério, pois ate então não tinha nem o local da gravação. Quando marcaram o dia e o local da gravação, lembro-me de ter ligado para a Ana e me oferecido mais uma vez para produzir todos os looks, (tanto da Ana como de todas as meninas, até então nem sabia como seria o titulo do CD). Foi quando a Ana me disse que se chamaria tua visão e a minha coleção tinha tudo a ver, pois o título dessa minha coleção era Iris, Deus ele tem o propósitos em nossas vidas.

Depois veio Aleluia que foi marcante para min (risos), pois é o que eu trabalho logo o couro. Esta gravação foi feita em Barretos onde criei looks para Ana e para as meninas.

Agora foi o Sol da Justiça, quando crie os looks para a noite. Porém teve um contra tempo com a gravação e tínhamos em malas um plano b, e foi bem interessante mesmo, pois cada peça que a Ana usou ficou perfeita, e realmente, o vestido prata foi um trabalho bem bacana de ser visto, pois é um vestido que trabalha com a leveza e outro que a Ana usou foi durante o Festival Promessa e claro esse ano não pode ser diferente (risos) já estou em produção de todas as roupas da próxima gravação que será em Manaus e posso adiantar que irei usar muitos tons verdes, marrons e azuis, 

bem mais leves sem sair do contexto do couro. Espero que todos gostem.

E assim termina um bate-papo descontraído com Patrícia Motta, que nos contou um pouco sobre sua trajetória, grife e material utilizado em suas criações, além de suas parcerias. A Patrícia Motta possui lojas em dois endereços em Belo Horizonte e conta com um show room em São Paulo.


Claro que a moda não e só para o sexo frágil pois hoje vários homens gostam de estar na moda, e claro que nessa coleção não poderia ser diferente:

Moda Masculina

Das tendências, a mais forte na alfaiataria é o couro, sem dúvidas, o mais presente nesta estação (outono/inverno), em versões coloridas e de estruturas. As camisas de mangas curtas aparecem diversas vezes nas passarelas. Os tons de terra predominam. Um couro mais denso é usado para criar os looks entre o marfim ao caramelo.

No outono/inverno o couro aparece mais sofisticado e não apenas nas calças fetichistas feitas de couro. O material foi aplicado em peças de estética mais casual e vira referência para a moda masculina. Aspectos rústicos e visuais casuais, o couro tem vez e dominou os looks lançados nas passarelas.

Os couros nas jaquetas estão presentes nas passarelas e nas ruas, com alguns cortes, botões e bolsos as jaquetas masculinas podem ser usadas durante todo o ano. As cores fortes dão um charme todo especial, proporcionando qualidade e versatilidade. Além das clássicas peças em preto, jaquetas em cores mais leves e alegres podem ser usadas.

O único erro com as jaquetas de couro é querer usá-las com o resto do traje também no mesmo material, combinações com camiseta e jeans são os mais usados e com menos chance de erro.



Edição :
Esdras Queiroz
Editorial: Elisabete Cavalcanti/ Emily/ Paloma Amazonas/ Lucas Duarte/Tiago Bernardino/ Renato Carvalho/Poliana Villar.

Créditos: Todas as imagens(Patrícia Motta e Diante do Trono ) são de autoria da Quartel Desing, e as demais são de :19outonos.blogspot.com.br

Centro Cultural São Francisco - uma viagem ao passado

Fundada em 1585, a capital da Paraíba tem o título de terceira capital mais antiga do Brasil, com isso, passear por João Pessoa é ir de encontro ao seu passado. A “Capital das Acácias”, como também é conhecida, é tomada por prédios seculares, dentre eles destaca-se o Centro Cultural São Francisco, que é formado pela Igreja de São Francisco e Convento de Santo Antônio. Uma obra secular, iniciada no ano de 1589, referência mundial no barroco tropical e no rococó brasileiro, sendo assim, um dos poucos lugares no mundo que misturam as duas artes em uma só construção.

Um lugar cheio de peculiaridades, tendo como uma delas, o Cruzeiro, localizado na Praça São Francisco, em frente à Igreja, todo esculpido em pedra calcária, tido como o maior da América Latina. Além do belo Cruzeiro, a parte externa do Complexo Franciscano tem em seus muros seculares os azulejos portugueses que estão por lá desde o século XVIII, dando ao local um toque de “passado no presente”.

Cruzeiro Franciscano, ao fundo, a Igreja de São Francisco (Foto: Fernanda Leal)








Na parte interna, destaque-se a Capela Dourada, que teve o início da sua construção no final do século XVII, e é toda revestida em ouro.


Capela Dourada, toda revestida em ouro (Foto: Fernanda Leal)

O enorme complexo franciscano recebe vários turistas durante o ano, uma delas, foi à advogada mineira, Adaci Castro, que falou da sua impressão sobre o local. "É um lugar muito bonito e que gostei bastante de ter conhecido, mas que precisa de uma revitalização, como também uma limpeza. Um lugar tão rico historicamente como o São Francisco, não pode ter os seus azulejos na parte externa tão mal cuidados, disse Adaci", disse a turista.

A nossa equipe também entrevistou a guia turística Vanusa Cavalcante, ela chamou a atenção dos governantes para que invistam mais no turismo histórico do estado da Paraíba como um importante destino cultural e histórico, e não apenas como local de praia, afinal os paraibanos e paraibanas devem se orgulhar muito do seu grande acervo histórico e cultural. "Nós sabemos que a Paraíba é divulgada como um destino de belas praias, mas também é importante destacarmos mais a parte histórica, não só de João Pessoa, como também de todo o Estado", ressaltou Vanusa. As pessoas quando chegam ao Centro Cultural São Francisco, ou até mesmo no Centro Histórico da Capital, se surpreendem, pois elas em sua maioria acham que irão apenas ver praia e sol, disse Vanusa.

O Centro Cultural São Francisco está aberto para visitas de terça-feira a domingo, das 09h00 às 12h00, pela manhã e na parte da tarde das 14h00 às 17h00. As visitas são todas guiadas e para visitar o local é cobrado uma taxa de R$ 4,00, estudante paga R$ 2,00.

Por Cibelle Araújo, Fernanda Leal, Josemir, Josenice Pontes, Natália Bendito, Thiago Loureiro.


Valesca Silva é destaque no judô paraibano



A paraibana Valesca Silva intensifica os treinos e se prepara para o brasileiro regional de judô que acontece nos dias 14 e 15 de abril.

Além da Paraíba, também irão competir os estados de Sergipe, Alagoas e Rio Grande do Norte.  Os vencedores serão escalados para a competição brasileira de judô. Valesca está no esporte há 11 anos e diz estar se preparando e se empenhando muito para o regional.  “Estou bastante confiante, e quero muito conseguir ganhar mais essa competição”, completou Valesca.

∙ Pra quem não conhece:

O judô é uma arte marcial criada no Japão, em 1882, com o intuito de criar uma técnica de defesa pessoal e desenvolver o físico, o espírito e a mente. A arte chegou ao Brasil no ano de 1922, no período da imigração japonesa.


∙ Confira a entrevista com Valesca Silva:

Quando e por que decidiu praticar Judô?
 - Aos sete anos, assisti a uma aula e me interessei pelo esporte.

Por você ser menina, ainda sofre algum tipo de preconceito por isso?
- “Tem que ter essa pergunta” (risadas)
Não nunca sofri com isso. Quer dizer, sempre tem alguém que fala, mas não me incomoda.

Com quantos anos começou a competir?
- 8 anos. Estava super nervosa, não parava quieta. Depois fiquei mais tranquila, consegui conquistar o 1° lugar na competição.

Foi a partir dessa competição que percebeu que tinha potencial para ir mais longe?
- Sim. Eu vi que poderia crescer mais no judô, e conquistar todos os meus objetivos.

Em algum momento pensou em desistir?
- Pensei sim. Quando eu perdi o campeonato brasileiro em Salvador (2008), e o Pan na Venezuela (2007).

Qual é a maior dificuldade que você encontra  no esporte?
- Patrocínio. É muito difícil para um atleta sem patrocínio alcançar voos mais altos. Se não fosse pela bolsa atleta seria difícil ir mais longe.

Por você ser paraibana, sofre algum tipo de preconceito?
- Sim. Por eu ser de um estado menor as pessoas acham que não tenho força de vontade, e que não irei alcançar nada por isso.

Seus pais sempre deram o incentivo necessário?
- Sim. Saber que as pessoas que você ama, torcem por você, melhora o seu rendimento nas competições.

Você pensa em fazer outra coisa além do judô?
- Não. Eu jogo futsal, mas apenas para obter uma resistência melhor. O judô é a minha paixão.

Reportagem: Bianca Gomes, Fernando Fredrich, Jonathan Pablo, Rebeka Lima, Renata Domingos, Rodrigo Rodrigues, Suenya Grandino.

Centro Cultural Piollin revoluciona a educação em João Pessoa

“A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida.” John Dewey

A cada sorriso, a cada hora investida, a cada conquista de um aluno, há uma realização especial no professor. A educação é uma ação de envolvimento, comprometimento e interação. O educador traz em suas mãos a responsabilidade do compartilhar e o prazer da construção do saber. Essa é uma das propostas do Centro Cultural Piollin, localizado no bairro do Roger, em João Pessoa. A organização não-governamental, que existe há 35 anos, trabalha com crianças de sete até jovens 21 anos, e se tornou um ponto de referência na educação. Simone Alves é coordenadora no Centro Cultural Piollin. Em entrevista, relatou que a instituição acredita na educação e na arte como revolução pessoal e social.

Foto: Thaís Silveira

O Piollin surgiu com um grupo de teatro que buscava um espaço para realizar seus ensaios. Logo, foi despertando o interesse das pessoas que começaram a se aglomerar. Vendo esse despertar de olhares curiosos para arte, foi aberto o espaço e a comunidade foi inserida em cursos de teatro e circo. Hoje a ONG tem cerca de 75 alunos dispostos em ciclos, oferecendo o direito à cultura e ao lazer a crianças e jovens. Sendo a única instituição pessoense que trabalha com circo na educação. E os resultados são promissores esse é o caso de Rafael Paiva, 19 anos com seu personagem o palhaço 'Folikito' que foi visto por um olheiro enviado pelo Le Cirque ao Piollin e Paiva foi escolhido para integrar, por um período de três meses de experiência, o primeiro time da companhia internacional, sendo único paraibano pelo circo francês. Um grande orgulho para o centro cultural.
A alegria lidera o ambiente, está presente nos rostos dos pequenos, dos instrutores e até na expressão dos pais. Encontramos Dilamare Lima, 46 anos, que fala com muito orgulho das suas duas filhas, Geovana e Giórgia, alunas da ONG. Geovana, inclusive, é um talento que deu frutos. Hoje é instrutora no Piollin e está inserida no mercado de trabalho, gerando renda para família. Elas veem na arte, uma profissão, uma oportunidade de crescimento, de formação como cidadão. Dilamare enxerga na instituição uma verdadeira família. São laços de amizade que envolvem não só os alunos, mas alcançam as famílias também. “Os professores são incentivadores e muito atenciosos, descobriram talentos na minha filha que nem eu sabia que ela tinha”, relata com sorriso no rosto, a mãe da Geovana e Giórgia. Dilamare encerra falando que “o Piollin é um espaço maravilhoso. É um lugar de oportunidades. Não tenha medo, acompanhe seu filho, vale a pena”.



Foto: Thaís Silveira

O trabalho realizado na ONG, não é assistencialista, mas sim motivacional, despertando talentos. Simone Alves, coordenadora pedagógica do Piollin, nos conta ainda que a presença desse grupo cultural se articula com as ações pedagógicas, precisamente quando das apresentações de espetáculos, gerando oportunidades de debates e oficinas, ampliando a oportunidades de acesso à produção por crianças, adolescentes e jovens de bairros vizinhos ao Piollin.

O centro cultural Piollin é um exemplo de comprometimento, de educação revolucionária que acredita no ser humano, que partilha conhecimento e planta sonhos. Seus parceiros são os artistas do palco e da vida. “As pessoas que vêm pra cá, encontram arte e cultura como pilares de uma educação revolucionária”, resume a coordenadora Simone Alves, no cargo há três anos. 

Foto: Thaís Silveira

O Piollin, está situado ao lado do Parque Arruda Câmara, no bairro do Roger. Você poder ser mais um revolucionário contribuindo com a instituição. Sendo voluntário, doando livros para o acervo de biblioteca, visitando o local e até se matriculando nos cursos, as inscrições são semestrais e gratuitas. O centro cultural está vendendo ingressos para o  espetáculo Varekai, do Cirque du Soleil em Recife no dia 20 de abril. 70% da renda será revertida para programas e reforma do Piollin. Reservas pelos telefones: 3241 6343 / 8738 7373 ou pelo email: piollin30@gmail.com


Reportagem: Gilmar Lima, Paloma Faustino, Nemuel Lima, Alyne Ramos, Thaís Silveira, Deborah Wallach, Rebecka Magbys e Rhayanny Batinga.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Palestra com repórter Wendell Rodrigues incentiva alunos de jornalismo

Os estudantes de jornalismo da Faculdade Maurício de Nassau de João Pessoa - PB tiveram no dia 1º de março a presença do premiado repórter Wendell Rodrigues em palestra bastante concorrida. O jornalista é repórter e apresentador da TV Correio, emissora afiliada à Rede Record, tem 25 conquistas jornalísticas a nível nacional e uma a nível internacional. Uma de suas mais importantes séries de reportagens foi ‘’Juventude Vendida’’, que denunciou a exploração sexual de adolescentes em todo o Estado da Paraíba. Wendell está em 68º lugar entre os 200 melhores jornalistas do Brasil, chegando mesmo a desbancar nomes famosos de grandes emissoras de TV do país. Mas o sucesso profissional de Wendell começou com muito aprendizado em experiências de pouca repercussão, comprovando que os grandes conquistadores sempre aprendem com as perdas. Na palestra, o repórter falou que quando era estudante de Jornalismo na Universidade Católica de Pernambuco, seu Estado de origem, concorreu a um prêmio nacional e perdeu. Mas nunca perdeu a vontade de mostrar seu trabalho em concursos e continuou investindo pesado na formação profissional.
 Foto: Patrícia Monteiro

Acostumado a entrevistar pessoas, ele foi o grande entrevistado da noite pelos principiantes em jornalismo da Faculdade. Disse que as grandes reportagens, as vezes se fazem em pequenos centros urbanos ou nas notícias cotidianas. Na matéria que ganhou o prêmio nacional, “Juventude Vendida”, Wendell Rodrigues disse ter ficado, como cidadão, muito indignado e usou o meio de comunicação para denunciar às autoridades os culpados e envolvidos na exploração sexual de crianças e adolescentes. Na palestra, relatou que foram cinco mil quilômetros de estradas cortando a Paraíba, coletando provas dos envolvidos com a exploração sexual. Foram exibidas em vídeo a opinião de autoridades sobre o caso. Representando a Igreja Católica, Dom Aldo Pagotto, e representando a Primeira Igreja Batista, Pastor Estevam Fernandes (ambos escrevem dominicalmente para o jornal Correio da Paraíba). Essas autoridades religiosas, bem como as autoridades civis, se revoltaram com a barbaridade contra os menores.
Dos sonhos a realizar, disse que no momento, o mario "é continuar sendo feliz", ao lado de sua família. Quanto aos desafios que a vida e a profissão lhe impõem, Wendell disse que seu grande desafio "é saber conviver com as decepções". Revelou ainda, que, se não fosse repórter, seria um educador ou administrador. Disse ser muito agradecido pelos espaços cedidos pelo Sistema Correio de Comunicação. Ainda com relação à reportagem "Juventude Vendida", um aluno do primeiro período do curso de Jornalismo, indagou se ele recebeu ameaças de morte por parte dos denunciados após a veiculação da matéria. Respondeu, pausadamente, que não, mas teve que ser cauteloso. No entanto, as pessoas envolvidas e mostradas na reportagem foram ameaçadas e algumas tiveram até que se mudar de suas cidades. 
Foto: Patrícia Monteiro


No final, o palestrante agradeceu aos presentes à atenção e, principalmente, à coordenadora do curso, professora Patrícia Monteiro, e as professoras e jornalistas Agda Aquino, Adriana Crisanto, Ana Teixeira e Julliana Veloso. Após o evento, foi feita uma pequena confraternização com direito a fotos dos estudantes com o repórter que, em muito, engrandeceu e engrandece o jornalismo paraibano. Segundo informou a coordenação do curso, oportunidades como essa de entrar em contato com profissionais do mercado serão frequentes ao longo dos semestres. É a Faculdade Maurício de Nassau fazendo a diferença para a formação de profissionais de jornalismo qualificados e preocupados com o desenvolvimento e o amadurecimento da comunicação na Paraíba.

Reportagem: Gutembert Leite, Washington Luiz, Júnior Belo, Sthefanie Alves, Viviane Carvalho, Rennan Silva.

Tribos urbanas lutam para sobreviver pacificamente em sociedade


      É comum percebermos que grupos sofrem preconceito pelo simples fato de se vestirem de determinada maneira ou terem o gosto musical distinto. Isso tudo acontece porque o diferente incomoda. Segundo movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), 2011 foi o ano que mais se matou homossexuais na Paraíba: foram mais de 20 assassinatos. Também existem casos de heterossexuais que sofrem descriminação por defender homossexuais, como ocorreu com Max Nunes Xavier, de 24 anos, que foi morto ano passado ao defender em uma briga um casal gay. Na Paraíba, o movimento LGBT é representado pelo MEL (Movimento do Espírito Lilás) que tem como missão a promoção e defesa dos direitos e cidadania dos homossexuais.
(Foto: Thaís Silveira)
      Muitas vezes quando vemos passar uma pessoa que gosta e luta para ser diferente do que a sociedade considera comum, ouve-se ou pensa-se nas famosas frases: “Que sem noção”, “como alguém se veste assim?”, “isso é coisa de quem não tem o que fazer”, “nossa”. Na verdade, o comportamento humano resulta dos fatores internos e externos que vivemos, como personalidade, cultura, expectativas e experiências de vida. Segundo a psicóloga Adaluza Barbosa de Lima, “a sociedade vive em um padrão, quando umas pessoas fogem desse padrão, eles vão ficar na margem da sociedade. Se você se identifica com a cor preta ou rock pesado, é natural que você vá buscar o grupo que se aproxima mais com a sua personalidade, os iguais se procuram, quando estão em conjunto se sentem fortalecidos e respeitados. Grupos relacionados à música e ideologias, eles vão em geral até certa idade: quando essas pessoas descobrem outra forma de agir e pensar, ou a própria sociedade os enquadram. Em relação aos grupos de orientações sexuais, a sociedade deveria ver com outros olhares, as pessoas já são esclarecidas, têm acesso a informações e conhecimentos, mas ainda existe tanto preconceito, elas não entendem que a orientação sexual é uma escolha individual, que cada um faz sua opção e devem ser respeitadas, e infelizmente há um julgamento a respeito desse assunto. Os jovem precisam ter olhares respeitosos os com os outros".
(Foto: Ana Paula Almeida)
       Algumas tribos aqui no Estado vêm ganhando seu espaço nos últimos anos. É o caso dos Cosplay, um grupo onde as pessoas se inspiram, vestem-se e interpretam personagens de Mangá, desenho animado e vídeo game. A mostra de cultura nipônica e norte-americana, que desde 2006 tem repercussão em João Pessoa, tem como principal características a criatividade. Segundo J.C, seguidor do grupo, “alguns acham bonito, é uma forma de teatro, para outros é nostálgico porque interpretam seus personagens preferidos. Quem faz Cosplay é Cosplay.”
      Frequentadores assíduos do centro histórico e de bares da capital paraibana, como o Carboni e o Café Empório, veem outro grupo ganhar bastante destaque, os genericamente chamados alternativos. Inspirados na música rock e no estilo retrô, têm seu suas características de vida baseadas no liberalismo, ou seja, não seguir regras rígidas e se divertir sem preconceitos.
     Mesmo diferentes, todas essas comunidades "alternativas", sejam elas LGBT, hippies, Cosplay ou outras, sofrem de um problema em comum: o preconceito. Ele pode se manifestar de várias formas, seja para arrumar emprego ou simplesmente conviver pacificamente com a sociedade. Às vezes, existe rivalidade entre alguns grupos, mas a maioria dessas tribos não são destrutivas. Essas pessoas lutam para ser diferentes, mas, todos buscam a mesma coisa: a verdadeira identidade e respeito.

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Por Ana Paula Almeida, Bianca Mayara, Érika Carvalho, Ester Rege, Mateus Silomar e Rebeka Paiva.